terça-feira, 14 de julho de 2009

Uma nova perspectiva da economia solidária


Em tempos de grandes alterações econômicas e necessidades de mudanças a economia solidária surge com uma nova cara. Capaz de gerar bons resultados ela não deve ser confundida com uma forma de política assistencialista, mas sim compreendida como uma nova saída para os novos desafios econômicos. Ela vem para gerar uma inter-relação em três esferas: empresas privadas, políticas públicas e associações produtivas.
Uma nova forma de economia solidária que passou a ser mais desenvolvida na atualidade trabalha com a recuperação de empresas. Esta recuperação ocorre quando os trabalhadores desta empresa se mobilizam para tomarem a frente dela, vislumbrando um crescimento coletivo. Desta forma as decisões são tomadas coletivamente e os cooperados têm acesso a informações antes restritas a eles. A partir do momento em que os funcionários têm o poder de decisão e vêem o reflexo de bons resultados gerando lucro para todos se sentem estimulados a trabalharem cada vez mais. O retorno do trabalho coletivo é colido não só no âmbito financeiro, mas também na recuperação da auto-estima dos trabalhadores.
A economia solidária chega para agregar valor e força a setores produtivos muitas vezes esquecidos. Através da cooperação entre indivíduos do mesmo setor ela é capaz de gerar melhores resultados, pois trabalhando em um grupo maior consegue ter mais representatividade. Desta forma auxilia o combate à exclusão, potencializando diversos setores de mercado e devolvendo a dignidade aos cidadãos.
Este modelo econômico atende também a uma nova preocupação mundial que é a sustentabilidade. Ela implica não só em uma maneira consciente de manejo ambiental, em que a preocupação com os meios de produção representam um diferencial competitivo. A geração de redes e cadeias produtivas que se auto-sustentam também é característica da economia solidária, pois ela vislumbra o beneficiamento de todos os integrantes deste sistema. A preocupação com o consumo consciente dá mais força ao segmento, pois freia o consumismo desenfreado que acarreta o desperdício desnecessário de matéria-prima e acumulo dejetos no meio ambiente.
Nesta perspectiva de trabalho as incubadoras de empresas surgem para viabilizar a implantação de cooperativas. Elas são pequenas organizações de cooperados que investem seu dinheiro e mão-de-obra para a criação de empreendimentos independentes economicamente. Nas incubadoras todos têm conhecimento do processo produtivo, as decisões são tomadas de forma coletiva e os ganhos financeiros são proporcionais a participação ativa de cada cooperado.
Mapa das Incubadoras de Cooperativas no Brasil


imagem:www.e-commerce.org.br

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