domingo, 28 de fevereiro de 2010

Feito para solteiros

O mercado brasileiro tem sofrido grandes mudanças desde a década de 90. Uma que não pode ser desconciderada é em relação ao crescimento dos solteiros no país. Segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (ABIP) eles representavam 3,2 milhões em 1996 e devem chegar a 12 milhões em 2016. Este nicho não pode ser desconsiderado e apresenta boas oportunidades.
A maior parte de seus componetes é formada por pessoas entre 25 e 43 anos, moram em apartamentos pequenos e sua renda média está acima de dois mil reais, segundo dados do Centro de Pesquisas Econômicas e Mercadológicas (CEPEM). A rotina de trabalho dos solteiros é intensa e resta pouco tempo para cuidados com a casa, com a saúde, com a alimentação e com o bem estar. São exigentes e buscam além da qualidade, praticidade que falitite sua vida e e possa lhe trazer comodidade e conforto.
Dentre os segmentos mais preparados para os solteiros está o da beleza e estética, oferecendo inúmeras opções. O mercado investe alto nesse setor, vendo que os s0lteiros têm preocupação em estar bonitos e saudáveis.
Os supermercadistas começam a olhar com mais cuidado a este nicho de mercado, representando 2% do faturamento. Um dos maiores problemas dos solteiros aos ir às compras está no volume vendido, não apropriado à necessidade de consumo de pessoas solteiras. As empresas começaram a adotar embalagens menores há cerca de cinco anos e desde então vêm aumentando o número de produtos disponíveis. A oferta ainda é pequena e o custo dos produtos é mais elevado. De acordo com Frederico Dominguez, gerente de marketing da São Braz, dentro do processo industrial a embalagem tem um grande custo, o que dificulta a redução nos preços.
De acordo com a ABIP os solteiros representam 40% do aumento nas vendas de produtos práticos e porções individuais. A venda de produtos prontos e semi-prontos é muito atrativa as pessoas que moram sozinhas. Eles já estão disponívies em supermercados, padarias e lojas de conveniência. Apesar de práticos eles possuem preços mais elevado e atendem também a demanda de lares convencionais. A produtora cultural Gisele Carvalho Moureira, opta por consumir esse tipo de produtos e diz "Pago mais caro para não jogar fora os alimentos".
A qualidade e a praticidade devem etar presentes nos produtos desenvolvidos para solteiros. Este nicho de mercado precisa ser mais explorado, buscando cada vez mais atender as necessidades desse público específico e que tem boa renda mensal. A busca por formas de baratear as embalagens menores dever ser constante e a segmentação dos produtos tende a aumentar.

Nenhum comentário:

Postar um comentário